Manhã de Outono

Por
Sonia Barros
&
Postado em
13/8/2021

É um domingo de Outono. Levanto-me cedo; meu relógio biológico está acostumado a isto. Estou sozinha em casa neste momento. Bem, sozinha não! Aqui também mora, além dos dois humanos, um ser muito humano, o nosso cachorro!

Vou para o quintal onde há várias árvores e me sento em um degrau da escada que há bem no centro do local. Olho para o alto. O céu se vestiu de um lindo azul claro!

O cachorro chega feliz e senta-se bem perto de mim, encostando seu belo pelo avermelhado nas minhas pernas.

Sinto o friozinho da manhã, mas sinto o calor do corpo do meu amigão, agora deitado sobre os meus pés.

Penso que em uma manhã de Domingo às 7:30h, todos devem estar dormindo pois o silencio é impressionante!  “Escutar o silêncio” é meditar!

Escuto o silêncio com muito carinho. A metrópole também tem seus momentos e seus lugares de quietude.

Olho ao meu redor. O limoeiro parece uma árvore de Natal com bolas cor de laranja, de tantos frutos que tem.

Um passarinho canta na Pitangueira e outro responde na Palmeira. Eles conversam por um curto tempo e voam para alegrar outras árvores.

Sinto uma dor fininha na mão e descubro que uma formiga me picou. A mão coça. Normal!  Entendi a mensagem da formiga: Eu invadi o seu espaço! Será verdade?  Eu também sou natureza!

Um besouro preto voa ao redor da minha cabeça. Talvez ele pense que sou uma enorme flor, pois minha blusa é vermelha! A picada seria dolorosa, mas ele não me incomoda e vai procurar uma flor de verdade.

Ouço o farfalhar das folhas, pois o silêncio ainda impera, mas de repente o silêncio é quebrado por uma folha da Palmeira que cai.

O cachorro se levanta rapidamente, em prontidão.

O morrer da folha eu vi e ouvi!

Foi só naquele momento que pensei que enquanto eu estive sentada lá, todas as árvores, as plantas e as flores estavam crescendo silenciosamente, porém o morrer é diferente! Algumas morrem silenciosamente, mas outras não!

Uma das incontáveis lições da natureza!

Por fim, pensei que as pessoas também são assim, pois quando silenciam, crescem.

Sonia Barros

Intenciona levar as pessoas a repensarem as crenças relacionadas ao aprendizado que as limitam nesta caminhada, fazendo-as notar cada passo dado rumo à mudança e ao crescimento.

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